Renato Sakate

Serena Paz






Volto a ti, oh poesia, pela amargura
pois sei que tu me escutas tão calada
como a gruta vazia da madrugada
sem o ranger constante das agulhas

As minhas confissões guardo em palavras
distribuídas em versos de uma em uma
Serena paz de minha sepultura
és o doce caminho às minhas asas!

Tanto sofro, oh poesia, por nada ter
e por tudo sofrer neste cenário
farto de iniquidade a combater

os nossos bons princípios de lealdade,
os nossos bons alardes pelo Rei.
E a nossa grande dúvida, a verdade.

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